M�xico se divide entre empolga��o pr�-Copa e frustra��o social
A dois dias da abertura da Copa do Mundo, a Cidade do M�xico re�ne uma empolga��o inerente ao in�cio da caminhada da sele��o no Mundial com um clima expl�cito de frustra��o social.

75× 2× A dois dias da abertura da Copa do Mundo, a Cidade do México reúne uma empolgação inerente ao início da caminhada da seleção no Mundial com um clima explícito de frustração social. Isso se reflete na manifestação e no acampamento de trabalhadores da educação na parte central da cidade, mas que se deslocou para bloquear vias de acesso ao Estádio Azteca.
O palco do jogo México x África do Sul, nesta quinta-feira, é o retrato de uma tensão direcionada ao governo. João Paulo Charleaux O esporte como arma nas mãos de Trump Juca Kfouri Felizmente escolhi não ir à Copa nos Estados Unidos Alicia Klein Copa nos EUA faz Qatar parecer um sonho Josias de Souza Congresso flerta com explosão de pautas-bomba Para quem é brasileiro, bate na lembrança os protestos pré-Copa das Confederações 2013 e Copa 2014 no Brasil.
A marcha na capital mexicana é capitaneada por um grupo dissidente da Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE). O grupo cobra cumprimento de compromissos governamentais com a categoria. " foi um dos gritos ouvidos na tarde desta terça, como relatou o jornal El Universal. O movimento incorporou outros setores da sociedade, como as mães dos mais de 130 mil desaparecidos no país, que cobram do governo uma postura mais firme para achar os parentes.
Aponta-se que esse número foi gerado pelo alto nível de criminalidade dos cartéis de drogas. Na capital, a polícia acompanhou a movimentação e os protestos, montando ainda barreiras físicas nos arredores do estádio. Essa tensão social se une à expectativa pelo início da seleção mexicana na Copa. De todo modo, o protesto deixa opaca uma imagem que poderia ser de torcedores circulando e vira um chamariz mais vivo de que há um conflito de prioridades para parte da população local.
Continua após a Ainda que os mexicanos gostem mais de futebol do que os americanos, o ambiente não é aquele clássico de Copa. A presidente Claudia Sheinbaum nega que haja "caos", apesar da oposição crescente. Um motorista de van com quem o UOL conversou relatou que a empresa na qual trabalha vai obrigar os profissionais a trabalharem com a camisa da seleção mexicana na quinta-feira, sábado e no domingo, dia de jogos na cidade.
"Vou usar a camisa com gosto. Gostamos das nossas cores, da nossa bandeira, do nosso hino. Não temos respeito é pelo nosso governo", disse o motorista Gregório Gil. Mas essa insatisfação, inclusive ao redor do estádio, gera outras cenas em contraste: espaço para troca de figurinhas esteve movimentado em uma praça próxima.
Matéria publicada originalmente por UOL Palmeiras.
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