Fifa investiga árbitro do VAR por suposto gesto supremacista em jogo da Alemanha na Copa
A Fifa abriu uma investigação contra o árbitro assistente do VAR, Shaun Evans, por um gesto feito antes do jogo entre Alemanha e Curaçao. O sinal, que se assemelha a um “ok”, é interpretado por grupos supremacistas como uma referência a “White Power”.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) iniciou uma apuração rigorosa sobre um incidente envolvendo Shaun Evans, árbitro assistente de vídeo (VAR), antes da partida entre Alemanha e Curaçao, pela fase de grupos da Copa do Mundo. O gesto, executado com a mão direita, levantou suspeitas de uma possível alusão a grupos de supremacia branca, gerando controvérsia e preocupação na entidade máxima do futebol mundial. A investigação ainda está em andamento para determinar a intenção por trás da ação de Evans.
O sinal em análise é similar ao gesto de “ok”, contudo, dentro de certos círculos extremistas, ele é associado e interpretado como a sigla “WP”, que significa “White Power” (Poder Branco). A Fare, uma organização dedicada ao combate à discriminação no futebol, manifestou-se por meio de um comunicado, destacando que a similaridade do gesto com o símbolo supremacista é “clara”. A postura da Fare levanta questionamentos sobre a conduta de um oficial em um evento de tamanha visibilidade, sugerindo que o gesto pode ter sido intencional.
Shaun Evans, árbitro australiano de 38 anos, possui uma carreira consolidada desde 2004 e já havia atuado na equipe de vídeo durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar. A seriedade da acusação pesa sobre a reputação do árbitro e a imagem da Fifa, que historicamente tem se posicionado contra qualquer forma de discriminação. Enquanto a investigação segue, a entidade precisa lidar com o impacto negativo que tal incidente pode causar em sua imagem global e nos princípios de inclusão que prega. A Federação Australiana de Futebol também pode ser acionada para colaborar com as autoridades.
O caso serve como um alerta para a vigilância necessária em todos os níveis do futebol profissional, a fim de garantir que mensagens de ódio e discriminação, mesmo que sutis, não encontrem espaço em eventos esportivos. A Fifa e as autoridades competentes precisam assegurar que o esporte continue sendo um palco de união e respeito, livre de preconceitos. O resultado da investigação será crucial para definir as medidas cabíveis e reforçar o compromisso da organização com a luta contra o racismo e a intolerância dentro e fora dos gramados.
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