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Márcio Palestrão, colunista do Palmeiras em Foco

Márcio Palestrão

02 de agosto de 2026 · Copa do Brasil 2026 — Oitavas de Final (Ida) · 02/08/2026

ABEL FALOU. QUEM TIVER OUVIDOS, QUE OUÇA

NOTA: 7/10
Melhor em campo

Abel Ferreira — dentro e fora de campo

Decepção

A definir

Abel não pediu apoio. Abel fez um alerta. E quem viveu o ano passado sabe exatamente do que ele está falando
Palmeiras 3x0 Fortaleza. Copa do Brasil, jogo de ida das oitavas. O Palmeiras fez um bom segundo tempo diante do Fortaleza e garantiu uma boa vantagem, apesar de uma primeira etapa abaixo do esperado e com dificuldades impostas pelo rival.  Resultado construído, vantagem confortável para o jogo de volta. Futebol feito. Mas não é do jogo que o Márcio quer falar hoje. É do que Abel disse depois. Abel Ferreira se mostrou contente com o resultado e com o desempenho em campo, e detalhou a conversa no vestiário durante o intervalo da partida. O treinador afirmou que pediu para que os atletas se aproximassem, para evitar inferioridade numérica na parte ofensiva, e ressaltou a importância dos atletas correrem bem para ocuparem os espaços certos na finalização.  Isso é Abel sendo Abel — técnico que ajusta, que corrige, que não aceita mediocridade mesmo quando está ganhando. Pausa. Respira. Lê de novo. Abel não está pedindo palmas. Abel não está pedindo que o torcedor feche os olhos para os erros do time. Abel está fazendo um alerta que quem viveu 2025 entende na pele — quando narrativas construídas fora de campo, alimentadas por uma mídia que torce contra o Verdão, conseguiram criar um ambiente de desconfiança entre torcida e clube que prejudicou a temporada dentro das quatro linhas. E Márcio Palestrão vai ser direto: o mesmo processo já começou em 2026. Já tem gente falando que o Palmeiras “se beneficiou das expulsões” contra o Vitória. Já tem quem diga que o 3x0 de hoje foi “contra um Fortaleza que não quis jogar”. Já tem a narrativa sendo costurada, fio por fio, por quem não aguenta ver o Verdão na liderança com 47 pontos e oito de vantagem. “As pessoas agora querem criar a narrativa de que o Palmeiras desistiu. Não foi o Palmeiras que desistiu.”  Abel disse isso em outro momento — mas poderia dizer hoje, amanhã e depois. Porque a narrativa muda de roupa toda temporada, mas o objetivo é sempre o mesmo: desestabilizar, dividir, enfraquecer. “O Palmeiras em todas as competições que entra, não há como, entra para ganhar. Entra para competir e para ganhar”,  disse Abel. E completou com algo que o Márcio carrega no coração: “Eu tenho uma equipe de guerreiros. Tenho uma equipe onde todos metem os interesses da equipe acima dos interesses individuais.”  Guerreiros precisam de uma torcida que também seja guerreira. Que não ceda à narrativa fácil. Que não compartilhe o print descontextualizado. Que não vaia o próprio time quando a mídia está torcendo para isso acontecer. O Palmeiras é líder do Brasileirão. Está nas oitavas da Copa do Brasil com 3x0 de vantagem. Tem o melhor técnico que já passou pelo futebol brasileiro. E tem uma torcida que quando está unida é invencível. Abel falou. Cabe a nós ouvir. Avanti Palestra. Unidos. Sempre. — Márcio Palestrão Coluna “Na Lata” · Palmeiras em Foco
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