Márcio Palestrão
14 de junho de 2026 · Copa do Mundo 2026 — Grupo C
BRASIL 1x1 MARROCOS: ESTREIA QUE ENVERGONHA O HEXA
NOTA: 4/10Melhor em campo
Vini Jr
Decepção
Ancelotti
“"O Brasil empatou com Marrocos na estreia da Copa. Registrado. Seguimos."”
Pois é, palestrinos. O Brasil de Ancelotti veio para a Copa do Mundo 2026 com toda a pompa, toda a expectativa, toda a mídia de joelho — e saiu de campo com um 1 a 1 contra Marrocos. Marrocos. O mesmo Marrocos que a Globo passou a semana inteira dizendo que seria "um adversário acessível para o Brasil esquentar". Acessível. Interessante escolha de palavra.
Taticamente, foi um espetáculo. De mediocridade. O Brasil tocou, tocou, tocou — e não chegou a lugar nenhum. Criatividade? Ausente. Coragem? Nem o cheiro. Ancelotti se agarrou nos medalhões como se Copa do Mundo fosse prêmio por tempo de serviço. Enquanto Endrick aquecia no banco com aquela velocidade que poderia ter mudado o jogo, o técnico preferia insistir no que claramente não funcionava. Decisão técnica, dizem. Hm. Deve ser.
Vini Jr foi o único que tentou criar algo, praticamente sozinho contra o mundo — e graças a ele o Brasil ao menos não foi humilhado com uma derrota. Saibari fez o gol marroquino e por alguns minutos o Brasil olhou para o abismo. O empate veio, sim. Mas empate com Marrocos na estreia não é resultado — é um recado. Um recado que Ancelotti vai fingir que não recebeu na próxima coletiva. Que ele vai chamar de "processo". Processo. Adoro esse palavrão do futebol.
E já que estamos aqui — Danilo Santos, ex-Palmeiras, entrou no segundo tempo pela Seleção e foi um dos melhores em campo. Curioso, não? O menino que passou pelo Verdão mostrando mais garra que metade do time titular. A mídia vai noticiar isso com destaque? Não. Mas eu notifico. Aqui tem memória.
Próximo jogo contra o Haiti. Que o Brasil vença com placar elástico e que Ancelotti encontre a coragem que faltou hoje. Endrick precisa jogar. O time precisa de sangue novo. O torcedor merece mais do que esse futebol de aposentadoria. A Copa perdoa uma vez. Só uma.
— Márcio Palestrão
Coluna "Na Lata" · Palmeiras em Foco
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