Márcio Palestrão
29 de junho de 2026 · Copa do Mundo 2026 - Brasil x Japão
EU VI COPA! O BRASIL SOFREU, RESISTIU E GANHOU — E ISSO TEM NOME
NOTA: 7/10Melhor em campo
Bruno Guimarães
Decepção
Paquetá
“O Brasil ganhou feio. Ganhou sofrendo. Ganhou no último segundo. Ganhou. Às vezes é isso que a Copa pede.”
Palestrinos, eu precisava escrever essa coluna ainda com o coração na mão. Brasil 2x1 Japão. Oitavas de final. Gol de Martinelli aos 90+6 minutos. Se você não gritou, não estava assistindo. Se estava assistindo e não gritou, procure um médico.
Vamos aos fatos. O Japão fez 1x0 com Sano aos 29 minutos e o Brasil levou um banho de água fria que a torcida precisava. O mesmo Brasil que goleou o Haiti, que começou a acreditar que estava pronto — de repente estava perdendo para o Japão nas oitavas. A mídia que passou a semana vendendo favoritismo absoluto fez silêncio. Márcio Palestrão não fez silêncio — avisou. Sempre aviso.
Casemiro empatou aos 56 minutos e o Brasil respirou. Mas respirou mal — aquele tipo de respiração de quem ainda não sabe se vai conseguir. O Japão não recuou, não se rendeu, continuou jogando com organização e intensidade que envergonhou muito time grande que já passou por aqui. Respeito ao Japão. Dito isso — obrigado por ter perdido.
E então veio Martinelli. 90+6 minutos. Gol. Explosão. Alívio que parece vitória na final. E sabe o que isso significa, palestrino? Significa que esse Brasil ainda não é uma máquina — é um time que está sendo construído no sufoco, no limite, na raça. E às vezes é exatamente isso que forja um campeão. Não a goleada fácil contra o Haiti. O sofrimento contra o Japão.
Ancelotti que anote: esse time tem coração. O que falta ainda é consistência tática, clareza ofensiva e coragem nas substituições. Mas coração — hoje ficou provado que tem. E na Copa do Mundo, coração às vezes vale mais que esquema.
A mídia vai vender isso como prova de que o Brasil está pronto para o título. Márcio vende diferente: o Brasil está vivo, está crescendo, está aprendendo — e isso é muito melhor do que estava há duas semanas. Não é o mesmo que estar pronto. Mas é o começo de algo.
Que seja o início da construção de um time guerreiro. Que o próximo jogo seja mais bonito. Mas que o resultado seja o mesmo.
Avanti Brasil. E avanti Palestra — que formou jogadores que estão brilhando por aí pelo mundo enquanto esperamos o Brasileirão voltar. 💚
— Márcio Palestrão
Coluna “Na Lata” · Palmeiras em Foco
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